Duas partes distintas do meu romance "Yin"
Eu
nada mais era que uma incompletude formada por mesclas de quereres masculinos e
a ausência de seu físico. Um conflito incentivado e aguçado por deboches e
atitudes abusivas de homens irônicos e mal resolvidos, moldados por uma
sociedade machista e ignorante. Atitudes que feriam, rasgavam, magoavam,
oprimiam, e, em casos extremos, matam: moral ou fisicamente.
Enquanto
as bombas destruíram cruelmente as inocentes cidades atacadas, a população
sofria o pânico por não saber onde parariam nem de onde vinham os presentes do
céu. Quando menos esperavam, as sinfonias restam tocadas de alguma janela e as
rajadas provocam clarões.
E
assim, as pessoas eram assassinadas aos montes, em massa, como se fossem robôs
ou objetos sem valor, a vida, destruída em segundos, como se anos deixassem de
ter sua importância e existência. Ela não passava de vil lembrança na memória
de quem ia ou ficava. Para os alemães, o grupo judeu era robô, insignificante, mito,
pó, destroços, nada.
Com o tempo, meu conflito era tão forte e
sofrido que eu passei a odiar o meu corpo, ele não era compatível com minha
mente, nem com meus ideais, e me era o maior motivo de repressão, se eu fosse
diferente, não passaria pelos mesmos maus tratos, não sofreria assédio, nem
violência. Sentia uma enorme de vontade de se mutilar, e viver como eles.
Conflitos internos geram incontáveis sintomas, mutos deles equivalentes à dor ou prejuízos de toda espécie, oriundas de catástrofes que abrangem diferentes dimensões, onde a principal e única vítima é o nosso próprio "eu"..........
ResponderExcluirParabéns pelo lindo trabalho 🙌👏👏👏
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