um pequeno interesse começara, mas será que era a mensa não tinha a mesma cor e como de costume, dançara de mascara. E na mistura entre um tango e um bolero tocando ao fundo, vindo cada um de uma direção, mesmo que atrapalhados pelas máscaras, o tocar do primeiro beijo, oque fora mais curioso que apaixonado. FERREIRA, Aquarela de Uma Danca, 2018 p.56
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Trecho do meu romance As Escuras Ela dançou para mim, em meio aos véus jogados, eu fui ficando cada vez mais apaixonado, suas beleza e sensualidade mexiam muito comigo. A dança retratava suas formas incríveis, mais parecia uma pintura, a qual eu ficaria, por horas, admirando. E, seu corpo fazia ondas, oitos e redondos, parecia que daquele ventre, uma hora, surgiria uma vida. As cores de suas roupas despidas se misturavam à maquiagem e às tatuagens que escondiam, discretamente, seu belo corpo. Fui me embriagando, até a caída do último....
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Romance saindo do forno.... Novo romance As Escuras prologo Estava de folga do trabalho. Tirei o dia para remexer um antigo baú que pertenceu à minha avó. Lá havia roupas, acessórios, discos, livros de culinária, fotografias, quadros de bailarinas orientais, narguilés, álbuns e livros de histórias famosas do mundo árabe, entre eles “As Mil e Uma Noites”, tudo o que podia me levar em sonhos e realidades à terra de origem da família. As roupas eram de fino tecido, algumas de uso cotidiano, havia lá burcas pretas, e até mesmo, tecidos que cobrem por completo o corpo, só deixam a cabeça de fora. As de dança eram muito chamativas, coloridas e bem ornamentadas, havia um vestido longo todo preto com pingentes dourados pendurados por todo o pano. Algo me chamou a atenção, as roupas de dança eram transparentes e com aberturas que deixariam o corpo feminino de fora. Pensava que no Oriente isso não fosse permitido! Havia também os véus, de vários tecidos e alguns até de seda, muito leves, ac...
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Liberei meu primeiro romance escrito para a impressão, o segundo a ser publicado. O coração bateu muito forte, em seguida uma lágrima, o choro. Muitas lágrimas... Um medo imenso, é como se meu filho, que eu acabara de ganhar, fosse dar os primeiros passos na escola sozinho, e ele pudesse tropeçar, sem que eu estivesse ao lado. A partir de agora, seguiria quase que sem mim, ia cair e se levantar sozinho, ia chorar sozinho, e daqui um tempo, dormir. Agora, não tem mais volta, é ser lido e criticado.... quem sabe, aprimorado pra uma segunda edição. A história ainda pode se modificar, muitas podem ser as odaliscas ou a brasileira, muitos, o jornalista. O corte no cordão foi de uma hora pra outra, foi o que eu sempre sonhei, vinte anos me preparando, mas segundos pra isso. Agora, ele está com os tutores, quando voltar pra mim, já será jovenzinho rsrs é uma mistura de sentimentos: realização, medo, dor, (....)
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Live com Angelo e Cris Livros e dança: duas grandes paixões O que é pra você, escritor, escrever seu livro? Acompanhá-lo desde o nascimento, da ideia, ao processo de escrita, que nunca é sem dor, revisões, reescritas, leituras desencontradas... não! Não era nada do que eu queria dizer! Antes, o livro nascia ali no papel, em meio aos calos das mãos, e as tintas pintando nossos dedos. Penso eu que todo autor começou com um caderno, uma folha de papel, ao menos os da minha geração para as mais antigas, os novatos, já o fazem direto no PC, nasceram em uma era digital, acho que nem imaginam o que seja o rabiscar após não gostar de alguma citação, ou o jogar a folha fora... quanta dor no coração. Um parto ali sofrido! As ideias vão surgindo pouco a pouco, quantas experiências tivemos que viver para escrever apenas um parágrafo? Quanta entrega, quanta história paralela ali envolvida, que os leitores jamais conhecerão! Quando menos esperamos, um, dois, três capítulos... Será qu...