Era um governo sombrio, um vírus ameaçador, um perigo certeiro. Alvos morriam a todo momento. Ninguém tinha certeza se sobreviveria. A única esperança era a vacina. Mas, a autoridade suprema do país era tão perversa quanto a doença, e nada queria fazer para ajudar. A cada dia, tudo se tornava mais difícil e mais ameaçador. As doces relações morriam aos poucos, ou nem nasciam. Ninguém podia conhecer ninguém, os olhares, ao cruzarem uma esquina, eram de medo e desconfiança. Muitos passavam por meros desconhecidos, as máscaras começaram a ocultar as identidades, e a revelarem o pavor da possibilidade de ser o próximo a morrer. E, mais genocida que a doença, apenas dois governantes, que nada faziam para apresentar um programa de vacinação ou contenção da doença. Nem ao menos a si, eles se protegiam. O drama e o desespero tomavam conta das pessoas, cujos parentes agonizavam nas redes hospitalares, onde os leitos se tornavam a cada dia mais escassos e os respiradores já não eram su...
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um pequeno interesse começara, mas será que era a mensa não tinha a mesma cor e como de costume, dançara de mascara. E na mistura entre um tango e um bolero tocando ao fundo, vindo cada um de uma direção, mesmo que atrapalhados pelas máscaras, o tocar do primeiro beijo, oque fora mais curioso que apaixonado. FERREIRA, Aquarela de Uma Danca, 2018 p.56
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Trecho do meu romance As Escuras Ela dançou para mim, em meio aos véus jogados, eu fui ficando cada vez mais apaixonado, suas beleza e sensualidade mexiam muito comigo. A dança retratava suas formas incríveis, mais parecia uma pintura, a qual eu ficaria, por horas, admirando. E, seu corpo fazia ondas, oitos e redondos, parecia que daquele ventre, uma hora, surgiria uma vida. As cores de suas roupas despidas se misturavam à maquiagem e às tatuagens que escondiam, discretamente, seu belo corpo. Fui me embriagando, até a caída do último....
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Romance saindo do forno.... Novo romance As Escuras prologo Estava de folga do trabalho. Tirei o dia para remexer um antigo baú que pertenceu à minha avó. Lá havia roupas, acessórios, discos, livros de culinária, fotografias, quadros de bailarinas orientais, narguilés, álbuns e livros de histórias famosas do mundo árabe, entre eles “As Mil e Uma Noites”, tudo o que podia me levar em sonhos e realidades à terra de origem da família. As roupas eram de fino tecido, algumas de uso cotidiano, havia lá burcas pretas, e até mesmo, tecidos que cobrem por completo o corpo, só deixam a cabeça de fora. As de dança eram muito chamativas, coloridas e bem ornamentadas, havia um vestido longo todo preto com pingentes dourados pendurados por todo o pano. Algo me chamou a atenção, as roupas de dança eram transparentes e com aberturas que deixariam o corpo feminino de fora. Pensava que no Oriente isso não fosse permitido! Havia também os véus, de vários tecidos e alguns até de seda, muito leves, ac...