Liberei meu primeiro romance escrito para a impressão, o segundo a ser publicado. O coração bateu muito forte, em seguida uma lágrima, o choro. Muitas lágrimas... Um medo imenso, é como se meu filho, que eu acabara de ganhar, fosse dar os primeiros passos na escola sozinho, e ele pudesse tropeçar, sem que eu estivesse ao lado. A partir de agora, seguiria quase que sem mim, ia cair e se levantar sozinho, ia chorar sozinho, e daqui um tempo, dormir. Agora, não tem mais volta, é ser lido e criticado.... quem sabe, aprimorado pra uma segunda edição. A história ainda pode se modificar, muitas podem ser as odaliscas ou a brasileira, muitos, o jornalista. O corte no cordão foi de uma hora pra outra, foi o que eu sempre sonhei, vinte anos me preparando, mas segundos pra isso. Agora, ele está com os tutores, quando voltar pra mim, já será jovenzinho rsrs é uma mistura de sentimentos: realização, medo, dor, (....)
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Live com Angelo e Cris Livros e dança: duas grandes paixões O que é pra você, escritor, escrever seu livro? Acompanhá-lo desde o nascimento, da ideia, ao processo de escrita, que nunca é sem dor, revisões, reescritas, leituras desencontradas... não! Não era nada do que eu queria dizer! Antes, o livro nascia ali no papel, em meio aos calos das mãos, e as tintas pintando nossos dedos. Penso eu que todo autor começou com um caderno, uma folha de papel, ao menos os da minha geração para as mais antigas, os novatos, já o fazem direto no PC, nasceram em uma era digital, acho que nem imaginam o que seja o rabiscar após não gostar de alguma citação, ou o jogar a folha fora... quanta dor no coração. Um parto ali sofrido! As ideias vão surgindo pouco a pouco, quantas experiências tivemos que viver para escrever apenas um parágrafo? Quanta entrega, quanta história paralela ali envolvida, que os leitores jamais conhecerão! Quando menos esperamos, um, dois, três capítulos... Será qu...
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Meu filho ficou por um ano morando comigo e arranjou uma governanta para me ajudar e para cuidar da casa. Casou-se com uma colega de profissão e arrumou emprego. Sabendo de minha experiência, ingressaram numa ajuda humanitária e foram socorrer países menos favorecidos. Comunicávamos por cartas e algumas ligações. Mas um dia, senti-me muito mal, e o chamei às pressas. Os dois logo viajaram, por sorte, estavam num país vizinho. E ao seu lado, posso passar meus últimos dias, bom, acho que chegou a hora de parar de escrever e aposentar. E, assim, ambas contaram suas histórias. Cada uma a seu modo, com muito amor apesar do “pano de fundo”. ( Romance " YIN")
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Nós acabamos não retornando às salas de aula. Ficamos trabalhando reclusas durante todo o tempo de atrocidade, e depois, eu solitária, apenas com companhias raras de colegas de profissão. Alguns votaram à academia, muitos deram lugares aos mais novos. Demorou um bom tempo para os estudos normalizarem, as faculdades serem criadas ou recriadas. Elas precisavam de “sangue novo”. Nossos trabalhos continuaram a embasar quem ocupou nossas cadeiras, inclusive alunos. Decidimos ficar na Europa. Pensávamos em ir ao Brasil conhecer, pois tínhamos parentes os quais não víamos há anos, que fugiram para lá, na época que o nazismo começou. Gostaríamos de visitar pesquisadores que pertenciam aos estudos linguísticos, mas tivemos que adiar. Uma pesquisadora, Eni Orlandi, filiada de Michel Pêcheux tinha iniciado seus trabalhos de análises na França e trouxera essa nova vertente pro Brasil. Gostaríamos de conhecer de perto (..) Romance Yin
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" Ela passou diante deles com seu passo soberano de deusa, maravilhosamente bem feita, deixando atras de si uma claridade e um cheiro de verbena no ar." ( Eça de Queiroz, 1888) " Maria Eduarda, Carlos Eduardo, era a primeira vez que Carlos ouvia o nome dela. Havia uma similitude em seus nomes, quem sabe não pressagiasse a concordância de seus destinos." ( Eça de Q. 1888).
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Romance " YIN" A fome a precariedade da nossa vivência e todos os demais fatores que nos influenciávamos, inclusive o pavor, nos fazia dormir muitas horas por dia, o que às vezes, dificultava a anotação, algum registro importante, mas, nas conversas com os companheiros de esconderijos, aos códigos, principalmente, conseguíamos saber de muitos acontecimentos, e na calada da noite, ouvíamos algum rádio, nem que fosse da casa vizinha, ou dos oficiais alemães que andavam muito bem informados, principalmente para ajudar a nos torturar. Os campos mais conhecidos eram de Dachau, Sachsenhausen e Buchenwald, locais onde foram assassinados cerca de 400 judeus por noite. Apesar de retratarem um dos períodos de maior horror da História da Humanidade, um dia, serão lembrados e respeitados pelos corpos inocentes que lá permanecem. São o esconderijo sagrado dos que foram antes do esperado e sem um simples direto de escolha. Lá, muitos corpos eram empilhados para queimarem aos mont...